Exmo. Sr. Dr. Juiz de Direito da
Comarca de São Gonçalo do Sapucaí/Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MARIA
CONCEIÇÃO NOGUEIRA
, inventariante 
regularmente compromissada, nos autos do Inventário dos bens deixados
por
JOÃO PEDRO PEREIRA,
Processo n.º
358/99, em curso na Secretaria deste Juízo, respeitosamente,  vem, em cumprimento ao respeitável despacho
de V.Exa., manifestar sobre a
IMPUGNAÇÃO AS SUAS PRIMEIRAS DECLARAÇÕES, 
dizer e requerer o seguinte:

 

Que a inventariante deixou de declarar os
bens que guarnecem o lar, em decorrência do pequeno valor dos mesmos, pois
tencionava reparti-los, extrajudicialmente, com os demais herdeiros. Todavia, a
relação de bens feita via impugnação, não corresponde à verdade. Assim, cabe a
inventariante declará-los, na íntegra, para que sejam incluídos na relação de
bens. São eles:

 

01 (um) aparelho televisor a cores  “20”
……………………..  R$   80,00

 01 (uma) Geladeira,
cor bege 2801 – Cônsul ……………….. R$ 100,00  

01 (um) fogão de quatro bocas 
muito velho …………………. R$  
30,00

01(uma) mesa fórmica com quatro cadeiras:
………………..R$   40,00 

01 (um) guarda-roupa velho de três portas de duratex …..R$  30,00

01 (uma) cama de casal de madeira e duratex
……………….R$  30,00

01 (uma estante pequena (um corpo)
…………………………..  R$ 
30,00

01(uma) furadeira
………………………………………………………. R$  50,00

01(uma) colher de pedreiro:
………………………………………… R$   5,00

01(um)  prumo:
…………………………………………………………….R$    4,00                  

Valor dos Bens:
……………………………………………R$
399,00
   

 

Com referência a
existência de uma conta corrente em nome do “de cujus” e cortadora de Piso de
cimento é de se esclarecer que os mesmos só existem na imaginação fértil dos
impugnantes.

 

Por outro lado, a
inventariante ratifica a sua alegação de que vivera, em união estável com o “de
cujus”, durante um período de cinco anos, conforme consta das Declarações de
pessoas de ilibada reputação, anexas no Processo. Para reforça-la, sugere seja
ouvido o nobre Edil Adílcio Nogueira, que – durante esse lapso de tempo, fora
vizinho da inventariante.

    

Quanto ao fato de
manter-se ou não na condição de inventariante, pouco importa à requerente.
Apenas espera que respeitem o seu direito de meação nos bens arrolados, além de
ser ressarcida das despesas efetuadas por sua própria conta, conforme consta
das declarações.

 

Requer a nomeação de um Avaliador Judicial para
proceder a devida avaliação nos bens do espólio, devido a existência de
menor,  inclusive para verificar “in
loco” os móveis que guarnecem o lar da inventariante;

 

Nestes Termos

Pede Deferimento.

 

São Gonçalo do Sapucaí/Minas Gerais,  em 
22  de fevereiro de 2000.

 

                                               Pp.

                                                         Waldir
José Ferreira

                                               OAB/MG.32.862- CPF.152668346-68.

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